Iniciado como um movimento underground, a arte de rua foi ganhando mais espaço nos últimos anos e hoje está presente no mundo todo. Abrangendo diferentes tipos e técnicas, como graffiti, estêncil, cartazes, instalações de rua e galerias. Estátuas vivas, músicos, malabaristas, palhaços e teatros também podem ser considerados “arte ou rua”. Ou seja: todas as formas de expressões artísticas que acontecem no espaço público.

Apesar de alguns estudiosos afirmarem que a arte de rua já estava presente na antiguidade entre os gregos e romanos com o teatro e a música, a arte de rua mais parecida com a dos dias atuais surgiu nos anos 70, e tem como propósito quase sempre tecer críticas sociais, políticas e econômicas.

Uma grande diferença da arte de rua em relação aos outros tipos de arte é que ela não precisa de um espaço específico e não se limita a um tempo de exposição limitado. A arte de rua precisa apenas do espaço público. Desde comunidades até os grandes centros, a arte de rua pode estar em qualquer lugar e ser vista por qualquer um.

Se a arte de rua sofreu no passado preconceitos e estigmas relacionados ao vandalismo, hoje esse tipo de arte é admirada por muitos e aparece incluso em diversos planos de urbanização feitos por órgãos governamentais. Pode-se dizer que a arte de rua conquistou seu espaço.

Em meio a bares e restaurantes, o espaço Anima (ou A7MA), localizado na rua Harmonia desde 2012, realiza exposições periodicamente, visando apresentar novos artistas que querem um espaço para expor suas obras ao mundo. A galeria possibilita que o público de um dos bairros nobres da cidade de São Paulo aprecie a arte de rua criada por brasileiros. Alexandre Enokawa, gerente da

A7MA, explica que o ambiente “surgiu na vontade de desmistificar o link de galeria de arte com aristocracia e apresentar trabalhos autênticos de muita potência e qualidade com artistas oriundos da cultura urbana, como o graffiti”.

A localização não interfere no objetivo da galeria. De acordo com Alexandre, não há um segmento definido: “Não temos público-alvo pois acreditamos que dentro disso possamos preconceituosamente ou inconscientemente excluir alguém. Quando, na verdade, o foco é a união de todos os povos raças crenças e ideologias”.

Apesar das discussões sobre o tema, o papel feminino nem sempre é protagonista na arte de rua. Considerando isso, o espaço Anima expõe atualmente as obras de quinze artistas mulheres. A abertura ocorreu no dia 8 de março e por uma razão especifica: “Essa exposição abre justamente no dia mundial das mulheres e nada melhor do que selecionar 15 representantes dessa força e empenho numa data tão especial como nunca antes.”, explica Alexandre. A exposição fica em cartaz até o dia 14 de abril e a entrada é gratuita.

 

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